20 março, 2008

Superficial ou Crítico

Estranho perceber a quantidade de conceitos prontos sobre quase tudo que nos cerca. Oportunamente, estes conceitos e mesmo as definições acabam sendo acatados por nós. E por quê respostas prontas se tornam aceitas? Por serem meramente “prontas”. Se todos aceitam, por quê alguém ousaria criticar?

Quando vemos um objeto ou uma situação, nem sempre os vemos como realmente são. O “ver” está intrinsecamente ligado ao “valorar”. Dá-se valor às coisas antes mesmo de ousar distingui-las. Um pré-conceito, um pensamento formado e submisso à habitualidade dos julgamentos imperativos do ambiente social que se vive.

Não escapamos disso. Raros são aqueles que têm a incumbência (moral ou profissional) de criticar antes e valorar depois. Geralmente, é ao contrário: primeiro se atribui valores, posteriormente se critica; o que pode perder a sua eficácia, já que ao se atribuir valores, torna-se difícil se desprender das tendências axiológicas previamente atribuídas.

Criticar, segundo uma concepção já idealizada por Reale e que vai de acordo com o que defendo também, significa atribuir novos valores e se desvincular de antigos aprendizados. Um olhar fugaz da coisa, não basta; tampouco um olhar infestado de influências. Talvez seja preciso examinar, apreender o objeto em foco, e, assim, “aprender a desaprender” para que seja viável o reaprendizado de maneira efetiva.

É possível, agora, ter uma noção do surgimento de um preconceito? Na minha humilde opinião (se é que ela vale alguma coisa), sim!

06 março, 2008

Desafio

Recebi esse desafio da Carol. Achei interessante responder. Não se sintam obrigados a responder. Eu, particularmente, achei bacana! =)

Se eu fosse um mês seria... AGOSTO
Se eu fosse um dia da semana seria... SEXTA-FEIRA
Se eu fosse um número seria... TRÊS
Se eu fosse um planeta seria... MARTE
Se eu fosse uma direção seria... DIREITA
Se eu fosse um móvel seria... SOFÁ DA SALA (risos!)
Se eu fosse um líquido seria... REFRIGERANTE
Se eu fosse um pecado seria... PREGUIÇA
Se eu fosse uma pedra seria... QUARTZO
Se eu fosse um metal seria... OURO
Se eu fosse uma árvore seria... PALMEIRA
Se eu fosse uma fruta seria... MELÃO
Se eu fosse uma flor seria... VIOLETA
Se eu fosse um clima seria... QUENTE/FRIO (variação entre os dois extremos, dependendo do estado de espírito)
Se eu fosse um instrumento musical seria... VIOLÃO ou GUITARRA
Se eu fosse um elemento seria... FOGO
Se eu fosse uma cor seria... PRETO
Se eu fosse um animal seria... TIGRE
Se eu fosse um som seria... O SOM DE UM ASSOVIO DESCONTRAÍDO DE ALGUMA MÚSICA DOS ANOS 80. :-)
Se eu fosse uma letra de música, seria... “COISAS QUE EU SEI”

Se eu fosse uma canção seria... NOVAMENTE UMA CANÇÃO DOS ANOS 80 (provavelmente romântica)
Se eu fosse um estilo de música seria... POP
Se eu fosse um perfume seria... O MEU PERFUME (risos!)
Se eu fosse um sentimento seria... CARINHO
Se eu fosse um livro seria… “O MENINO MALUQUINHO” (em uma versão feminina)
Se eu fosse uma comida seria… CHOCOLATE (quase todos gostam, mas que enjoa de vez em quando...)
Se eu fosse um lugar (cidade ) seria ... BRASÍLIA
Se eu fosse um gosto seria... LEVEMENTE ADOCICADO
Se eu fosse um cheiro seria… O CHEIRO DE ALGUÉM ESPECIAL, DAQUELES QUE FICAM DEPOIS DE UM ABRAÇO.
Se eu fosse uma palavra seria… SOLIDARIA
Se eu fosse um verbo seria… ACREDITAR
Se eu fosse um objeto seria… UM LIVRO OU UMA REVISTA EM QUADRINHOS
Se eu fosse uma roupa seria… UM SIMPLES SUÉTER
Se eu fosse uma parte do corpo seria… OLHOS
Se eu fosse uma expressão seria… SORRIDENTE
Se eu fosse um desenho animado seria… TOM E JERRY
Se eu fosse um filme seria… UM AMOR PARA RECORDAR
Se eu fosse forma seria… UMA PIRÂMIDE (forma tridimensional, mas que cresce à medida que ganha equilíbrio por meio de uma base sólida)
Se eu fosse uma estação seria… PRIMAVERA
Se eu fosse uma frase seria… NÃO DESISTA!

Repasso esse desafio a mais alguns blogueiros. Descubram-se! Respondam se achar que devem:

Blog da Elisângela
Starry Sky

08 fevereiro, 2008

Palavras ao Vento

...E então, acabei por encontrar a mim mesma. Só que o engraçado é que parecia uma outra garota: uma menina livre de preocupações, mas que me ensinou muita coisa que eu pensava já saber. Talvez por achar que já soubesse eu tenha demorado tanto a aprender.

Fez-me ver que um dia eu já fui muito feliz sem precisar agradar e nem provar nada a ninguém. Bastava ser eu mesma e fazer o que eu me sentia bem em fazer. Adquiri tantas coisas na vida que só me fizeram querer mais e mais... E acompanhada desse anseio, veio a insatisfação e as infelicidades. Quanto mais eu tinha, menos eu tinha, sabe? Repentinamente surgia aquela necessidade de auto-afirmação, às vezes sem nenhum motivo plausível; apenas para não admitir um provável vazio. Adquiri responsabilidades! Atribuições demais me fizeram esquecer aquilo que eu queria de verdade.

A tendência natural nos impele a dar prosseguimento àquilo que vemos desde muito cedo. Contudo, a instrução pode nos frear. E foi essa instrução que me fez repensar uma série de atitudes meramente programadas que me tornaram o que sou hoje, mesmo inconscientemente. Para cada direção que fixo o olhar, vejo que as mais diferentes pessoas se igualam ao convergir nesse mesmo ponto.

O cenário que vejo hoje não é uma simples situação que se dissipa da noite para o dia. É uma maneira de enxergar a própria jornada que tende sempre a nos levar ao mesmo lugar dentro de nossas mentes. Uma trajetória cíclica repleta de brilhos, sombras e uma completa penumbra nos pensamentos; cada qual capaz de ser desvendado por avaliações pessoais, aonde o que prevalece é o coração e a alma.

Somos apenas mais uma gota no oceano, mais um grão de areia ou mais um pontinho no mundo; o que não impede que esse simples pontinho seja capaz de transcender e exalar um brilho que atinja o âmago de tantos espíritos que por ele for tocado.

Certo dia estava a pensar sobre quem eu fui e quem sou agora. Não sei o porquê, mas algo me dizia que eu havia mudado completamente. Pensei não ter o mesmo brilho que um dia já tive. Foi quando me surpreendi: vi que coisas que eu jurava ter perdido ainda estavam comigo, porém, escondidas numa tentativa de evitar qualquer julgamento. Vi que a minha essência manteve-se intacta, só restava cultivá-la para que o brilho voltasse. Passei a enxergar tantas pendências...
E então, acabei por encontrar a mim mesma...

06 janeiro, 2008

Tudo ao seu tempo

Tem cada coisa que acontece! Geralmente reclamamos das infelicidades que passamos. Normal! Mas, se pensarmos bem, algumas coisas são necessárias. O que aconteceu, aconteceu e pronto! O que deixou de acontecer cedeu lugar para uma nova ocorrência. Esta, talvez, até melhor.

Levo comigo essa filosofia: tudo vem ao seu tempo. De quê adianta ficar remoendo sentimentos? É perda de tempo. O passado não pode ser mudado. Resta seguir em frente pois, o futuro sim, depende de uma série de escolhas embasadas em aprendizados acumulados ao longo do tempo vivido. Quem cultiva ressentimento, colhe infelicidade. E o tempo que era destinado a aproveitar, de repente se vai. Coisas boas parecem passar tão depressa... Então, nada melhor do que aprender a aproveitá-las já que cada minuto é único.

Temos a liberdade de decidir se o que ocorre à nossa volta poderá influenciar o modo como agimos. Não há, de fato, situação melhor ou pior, pois quem permite como será o comportamento perante os fatos externos somos nós mesmos. Carregamos conosco o dom de agir, reagir, externar, omitir, mudar, extinguir, criar, transformar... As nossas atitudes diante do tempo contínuo não estão ligadas, necessariamente, ao que se passa ao redor, mas ao que fica dentro de nós. Cada etapa superada deve ser respeitada. As fases vividas naturalmente passarão, mas deixarão rastros de experiência e maturidade.

Saibamos lidar com o tempo. Saibamos tirar proveito de cada acontecimento e nos decidirmos sempre pelo melhor de cada momento, mesmo que este momento não tenha sido o esperado.

No fim, você pode chegar à conclusão de que foi até melhor assim. Nos atentamos em valorar e reconhecer os méritos de pessoas ao nosso lado. Passamos a prestar a atenção em coisas nunca antes notadas. Se fosse ao contrário, talvez não tivéssemos o privilégio de percebê-las. Talvez não tivéssemos conhecido novas pessoas que trouxeram um marco imensurável em nossas trajetórias. Talvez não tivéssemos chegado aonde chegamos...

Se soubéssemos dar tempo ao tempo...

01 janeiro, 2008

A Paz - Roupa Nova


Deve haver um lugar dentro do seu coração

Onde a paz brilhe mais que uma lembrança

Sem a luz que ela traz já nem se consegue mais

Encontrar o caminho da esperança

Sinta, chega o tempo de enxugar o pranto dos homens

Se fazendo irmão e estendendo a mão


Só o amor, muda o que já se fez

E a força da paz junta todos outra vez

Venha, já é hora de acender a chama da vida

E fazer a terra inteira feliz


Se você for capaz de soltar a sua voz

Pelo ar, como prece de criança

Deve então começar outros vão te acompanhar

E cantar com harmonia e esperança

Deixe, que esse canto lave o pranto do mundo

Pra trazer perdão e dividir o pão.


Só o amor, muda o que já se fez

E a força da paz junta todos outra vez

Venha, já é hora de acender a chama da vida

E fazer a terra inteira feliz


Quanta dor e sofrimento em volta a gente ainda tem,

Pra manter a fé e o sonho dos que ainda vêm.

A lição pro futuro vem da alma e do coração,

Pra buscar a paz, não olhar pra trás, com amor.

Se você começar outros vão te acompanhar

E cantar com harmonia e esperança.

Deixe, que esse canto lave o pranto do mundo

Pra trazer perdão e dividir o pão.


Só o amor, muda o que já se fez

E a força da paz junta todos outra vez

Venha, já é hora de acender a chama da vida

E fazer a terra inteira feliz

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Início de 2008, expectativas renovadas para que as coisas melhorem...

"A Paz" foi uma versão feita por Nando (vocal e baixo), integrante do Roupa Nova, da música "Heal The World", grande sucesso de Michael Jackson.

A canção traz uma linda mensagem de paz, incentivando a busca por um mundo melhor para as gerações futuras. Incentiva a união de todos por um mundo melhor através de uma força comum: a Paz!

A todos, um Feliz Ano Novo!

Veja a versão original, com Michael Jackson:




22 dezembro, 2007

Comprovação da Lei de Murphy

"Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível."

Sem comentários! Aliás... quero comentários.

Risos!

11 dezembro, 2007

Se arrependimento matasse...

...eu não mais existiria. Não nesse plano existencial, pelo menos. Mas isso é uma outra discussão. Deixemos dogmas e convenções de lado. Embora grande parte do que escrevo revelem um teor motivador, nesta postagem mostrarei também algumas insatisfações pessoais.

Provavelmente, todo mundo já se arrependeu de alguma coisa. Talvez por julgar pessoas antes de conhecê-las, ou por ter dito coisas que não deveriam ser ditas. Talvez por ter decepcionado pessoas queridas através de atos, ou mesmo omissões, quando era essencial que se tomasse uma atitude. No entanto, ao menos no meu caso, arrependo-me, sobretudo das coisas que não fiz. Principalmente pelas coisas que deixei de fazer por pura covardia; receio do que os “outros poderiam pensar”. Parece que todo mundo busca incessantemente se encaixar em um padrão. Tremenda hipocrisia! São nessas horas que me vejo como um fantoche. Alguém que se movimenta conforme as vontades alheias. Modelos comportamentais simplesmente são empurrados para nós, ditando aquilo que devemos ser, deixando de lado a essência da autenticidade. Está praticamente impossível ter uma personalidade propriamente dita face às exigências existentes a respeito do modo que se deve ser.

Porém, recordo-me de um detalhe: vejo-me sendo alvo de influências externas. Talvez algo que eu faça sem me preocupar com aqueles que me cercam, possa vir a trazer uma conseqüência inesperada para aqueles que convivem comigo. Daí a necessidade de não abandonar a dita política de boa vizinhança, ainda que no mais íntimo dos pensamentos haja, camuflada, porém indestrutível, uma forma de pensar diversamente da coletividade. E, assim, retorno ao velho dilema. Mas não é hora de se desesperar. Não ainda. (Risos)

Sabe que apesar de tudo, dá pra tirar um ponto positivo? Pois é! Já ouviu aquela frase “vivendo e aprendendo!”? Pois bem... Estes momentos complicados que superamos, os quais apelido de ‘bifurcações do pensamento’, nos tornam mais maduros. É a hora de aprender a dosar comportamentos levando em conta as prioridades em mente antes de optar pelo o que será feito.

Há algum tempo estudei a respeito de “Custo de Oportunidade”. É óbvio que isso não se aplica apenas à Economia, como também ao cotidiano. A idéia básica consiste em: para cada opção feita, dentre duas ou mais escolhas, haverá um custo de oportunidade. Sintetizando: cada escolha que se faz implica em uma conseqüência que se deve arcar. Para realizar algo, deve-se abrir mão de uma outra coisa.

Agora voltemos às ‘prioridades’...

Cada um atribui valores conforme a relevância que tratam tais assuntos. Será que realmente vale a pena nos privarmos de algo em busca de uma outra coisa que viermos a considerar mais relevante? Alguns têm convicção de que é certo o caminho que optaram. Outros, ainda questionam. Alguns em menor grau, outros em maior. É indiscutível que ninguém tem certeza de tudo. Sempre haverão dúvidas a respeito do agir. Resta saber se estamos em grau de lidar com as escolhas que fazemos obrigatoriamente e incansavelmente. E o principal: aprender com elas e saber aplicar o aprendizado adquirido em decorrência de uma iniciativa que ousamos tomar. Arrependimento também ensina a viver...e a pensar!

Vamos amadurecer as idéias...